Núcleo de Saúde Trans
O cuidado clínico e psicológico voltado à população LGBTI+ exige mais do que conhecimento técnico: requer um compromisso ético com o acolhimento, o respeito à diversidade e a escuta qualificada. No centro desse cuidado, destaca-se a importância de uma abordagem sensível, compassiva e livre de julgamentos, que compreenda as especificidades de cada vivência, em especial das pessoas trans e travestis — frequentemente expostas a vulnerabilidades psicossociais, discriminações institucionais e barreiras no acesso aos serviços de saúde.
A saúde mental deve ser o alicerce da estruturação desses atendimentos. Muitas pessoas trans chegam aos serviços carregando histórias de exclusão familiar, violência social, dificuldades de inserção no mercado de trabalho e vivências traumáticas que impactam diretamente seu bem-estar psíquico e físico. Por isso, é imprescindível que os serviços de saúde estejam preparados para oferecer suporte integral, que considere a singularidade de cada trajetória e promova o fortalecimento da identidade e da autonomia dos sujeitos.
Esse atendimento qualificado só é possível quando realizado por equipes multiprofissionais capacitadas, compostas por profissionais de saúde mental, medicina, enfermagem, assistência social, entre outros, que atuem de forma integrada. Esse time deve estar constantemente atualizado quanto às diretrizes clínicas e éticas relacionadas ao cuidado da população LGBTI+, incluindo os protocolos de afirmação de gênero, acompanhamento hormonal, cirurgias, processos de retificação de nome e gênero, bem como os aspectos emocionais associados a cada etapa desse percurso.
O ambiente físico e simbólico em que esse atendimento ocorre também é determinante para a eficácia do cuidado. Espaços neutros, respeitosos, com profissionais treinados para usar o nome social e os pronomes corretos, são elementos mínimos de uma política de respeito e inclusão. Mais do que isso, é fundamental criar um ambiente que celebre a diversidade, combata qualquer forma de LGBTfobia e promova o pertencimento. Isso se traduz em práticas cotidianas, como recepções sem discriminação, linguagem inclusiva, formulários adaptados e sinalizações visuais que representem a pluralidade de gênero e orientação sexual.
No cenário atual, o mercado de saúde tem reconhecido a importância de atender de forma qualificada e humanizada a essa população. A crescente demanda por serviços especializados revela a necessidade de modelos de cuidado que não apenas tratem sintomas, mas que validem subjetividades, reconstruam vínculos e promovam dignidade. Profissionais e instituições que se preparam para esse atendimento não apenas ampliam sua relevância social, como também se alinham a uma perspectiva contemporânea de saúde centrada na equidade, na integralidade e nos direitos humanos.
Assim, fortalecer a saúde mental da população LGBTI+, com ênfase na pessoa trans, significa investir em um atendimento técnico e eticamente estruturado, conduzido por equipes capacitadas, em ambientes acolhedores e inclusivos. Mais do que oferecer cuidado, trata-se de garantir existência plena, saúde com dignidade e construção de um futuro mais justo para todas as identidades.
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Viviane de Hiroki Flumignan Zétola Neurologia e doppler transcraniano
Graduada em Medicina pela UFPR; Mestrado em Medicina Interna e Doutorado em Neurologia pela USP; Ex-fellow na Universidade Sackler de Tel-Aviv; Neurossonologista e Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia; Membro da Academia Paranaense de Medicina; Pesquisadora Clinica; Profª Associada de Neurologia na UFPR; Atual Coordenadora do Programa de Pós Graduação da Medicina Interna e Ciências da Saúde.
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Valter Abelardino Psiquiatra
Graduado em Medicina pela UFPR; Especialista em Psiquiatria pela ABP; Especialista em Dependências Químicas UNIAD/EPM/ UNIFESP.
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Maria Leticia Fagundes Ginecologista
Graduada em Medicina pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná; Especialização em Ginecologia e Obstetrícia; Mestrado em Reprodução Humana e Planejamento Familiar na USP; Foi a primeira médica ginecologista do Paraná a conquistar titulação em Videolaparoscopia pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral.
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Simone Yae Abe ENDOCRINOLOGIA
Graduada em Medicina pela UFPR; Residência em Clínica Médica no HC-UFPR e Endocrinologia e Metabologia pelo Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas-UFPR; Titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM.
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Palloma Zetola PSICOLOGIA
Graduada em Psicologia pela PUCPR; Pós Graduanda em Psicanálise pelo Instituto ESPE.
Atendimentos com valor social
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Myrella Rocha Mattar MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Graduada em Medicina pela PUCPR; Residência médica em Medicina de Família e Comunidade