No futuro, Alzheimer poderá ser diagnosticado a partir de exames de vista de rotina, indica estudo

 em Alzheimer, Biblioteca, Viviane de Hiroki Flumignan Zétola

O artigo escrito por Acácio Morais, publicado na Folha de São Paulo, apresenta uma pesquisa inovadora que aponta para a possibilidade de diagnosticar o Alzheimer por meio de exames oftalmológicos de rotina. A investigação, realizada inicialmente em camundongos geneticamente modificados, mostrou alterações nos vasos sanguíneos da retina associadas aos estágios iniciais da doença. A perspectiva é que, no futuro, seja possível identificar sinais da demência com até 20 anos de antecedência aos primeiros sintomas clínicos.

A neurologista Dr. Viviane Zétola, do Instituto Flumignano e professora da UFPR, destacou no texto que, na prática clínica, pacientes idosos com queixas de memória já passam por exames de audiometria, mas não há protocolo semelhante para aqueles com queixas visuais. Ela reforça a necessidade de investigar comorbidades, como catarata e glaucoma, que já apresentam correlação estabelecida com o risco de demências. Essa visão contribui para reforçar a importância da integração entre neurologia e oftalmologia na prevenção e no diagnóstico precoce.

O artigo ainda ressalta estudos internacionais que associam problemas oculares à neurodegeneração, incluindo pesquisas de larga escala que apontam a catarata como fator de risco significativo para demências. Embora a tecnologia de detecção pela retina ainda esteja em fase experimental, especialistas enfatizam que medidas preventivas já podem reduzir a probabilidade da doença, como manter atividades cognitivas e sociais, praticar exercícios, ter alimentação saudável e evitar álcool e tabaco.

Leia a reportagem completa em: Folha de São Paulo

 

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